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“Cometemos fatalidades, querido. Crimes e absurdos. Resmungamos demais; vivemos a terceira guerra mundial por bobeirinha; ficamos nomeando nossos filhos, mas para quê? Nem sabemos se teremos filhos. Deveríamos deixar os dias passarem, as madrugadas nos acordarem, esses lençóis nos consumirem. Cúmplices de um crime perigoso: amar. “Dói?” – por vezes me perguntam, respondo com uma fé que nem sei de onde tiro: Dói não saber onde ele acordou ou com quem se deitou. Dói sim, a incerteza dói.”
I don't want my love to go to waste..